InícioBrasilApós substituição da AstraZeneca, paulistanos intensificam buscas por vacina da Pfizer

Após substituição da AstraZeneca, paulistanos intensificam buscas por vacina da Pfizer

Muitos paulistanos procuraram os postos de vacinação neste sábado, 11, para tomar a vacina da Pfizer em substituição a segunda dose da AstraZeneca. A possível combinação das vacinas foi anunciada pelo governo de São Paulo na sexta-feira, 10, por causa do desabastecimento generalizada na capital paulista. A professora Mariana de Souza conta que está com a segunda dose atrasada há mais de uma semana. Por isso, ela foi até a unidade do AMA no bairro Ipiranga na esperança de tomar o imunizante da Pfizer, mas não conseguiu. “Falaram que é pra aguardar, que ainda não chegou o documento oficial para que aplique no lugar das AstraZeneca. Foi muito [frustrada].”

Já para o engenheiro Ezequiel Bertoldi Junior, a data para voltar ao posto de saúde era exatamente neste sábado. Ele relata que não se preocupou com a falta da AstraZeneca, pois acreditava que conseguiria tomar a segunda dose de outra marca. “Está mundo indicando [a substituição], está com falta da AstraZeneca. No Rio estão aplicando e aqui estão fazendo o favor de não aplicar. Hoje é o dia certinho, fui no mapa da fila, estava tendo segunda dose. Chego aqui e tem o capricho de não poder fazer com a Pfizer, é um absurdo isso”, afirma. A falta de doses da vacina da AstraZeneca acontece após a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), fabricante da vacina no Brasil, ter problemas com atraso na chegada de matéria-prima.

Segundo o secretário de saúde da capital paulista, Edson Aparecido, os postos de saúde ainda não iniciaram a substituição porque o Estado não oficializou para o município a decisão. Além do documento, a capital também espera a remessa da Pfizer para essa demanda. De acordo com a gestão estadual, 400 mil doses do imunizante que estão sendo entregues aos municípios remanejadas com esse objetivo. O uso de duas vacinas diferentes foi chancelado pelo comitê cientifico do governo do Estado. A decisão é embasada em estudos da Organização Mundial da Saúde (OMS) e orientações do Ministério da Saúde.

*Com informações da repórter Carolina Abelin

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