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Atletismo e natação rendem ouros ao Brasil no 7º dia das Paralimpíadas; veja resumo 

O sétimo dia das Paralimpíadas de Tóquio-2020 foi especial para a delegação brasileira presente na capital japonesa. Com a vitória de Yeltsin Jacques nos 1500 m T11, classe para atletas cegos, o Brasil conseguiu o seu centésimo ouro na história dos Jogos Paralímpicos. Mais tarde, a medalha dourada de número 101 veio com a nadadora Carol Santiago, que ganhou os 100 m livre S12, para pessoas com baixa visão. O país ainda somou, nesta terça-feira, 31, outras cinco medalhas, sendo três de prata e duas de bronze. Desta forma, o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) mantém a sexta posição na classificação geral. A China lidera o quadro, à frente de Grã-Bretanha, Comitê Paralímpico Russo, Estados Unidos e Ucrânia, que fecha o top-5.

A natação brasileira fez bonito no sétimo dia da Tóquio-2020. Depois de “passar em branco” na última segunda-feira, o esporte rendeu quatro medalhas. Fora o ouro de Carol Santiago, o Brasil conseguiu prata nos 4×100 m livre misto, onde Wendell Belarmino, Douglas Matera, Lucilene Sousa e a própria Carol participaram. Além disso, Gabriel Bandeira subiu ao pódio de novo, desta vez depois da segunda posição nos 200 m medley SM14, para pessoas com deficiência intelectual, chegando a quatro medalhas no Japão. Por fim, Mariana Ribeiro foi bronze nos 100 m livre da classe S9, a nona entre as 10 para deficientes funcionais). As outras três medalhas foram alcançadas pela equipe de atletismo. Além do feito histórico de Yeltsin, Raissa Machado ficou no segundo lugar no Dardo F56, para cadeirantes, enquanto Jardênia Félix, de 17 anos, faturou o bronze nos 400 m da classe T20, para deficientes intelectuais.

O Brasil ainda encaminhou alguns pódios em outros esportes. Tetracampeão e nunca derrotado em uma partida paralímpica, o time de futebol de 5 goleou a França por 4 a 0 e, agora, espera para conhecer o seu adversário na semifinal: Argentina, Espanha ou Marrocos. No goalball, a seleção masculina, também tratada como uma das favoritas, derrotou a Turquia por 9 a 4, em confronto válido pelas quartas de final. Na próxima fase, a ser disputada na quinta-feira, o duelo será contra a Lituânia, campeã na Rio-2016. Já no tênis de mesa, a equipe formada por Israel Stroh e Paulo Salmin atropelou japoneses, avançando às quartas, onde enfrenta a China. O país ainda sofreu uma derrota para a Alemanha no vôlei sentado masculino. Ainda assim, garantiu vaga na semi do esporte.

As frustrações do dia ficaram com alguns atletas do atletismo. Isto porque, na manhã desta terça, o Brasil sofreu uma amarga desclassificação dupla nos 100 m T11, para deficientes visuais. Em uma final realizada com apenas 4 atletas, o país tinha praticamente certeza que levaria um pódio. Jerusa Geber e Thalita Simplício, no entanto, foram eliminadas após as cordas-guia das brasileiras arrebentarem. Na prova nos 100 m feminino da classe T13, para atletas com baixa visão, Rayane Soares da Silva terminou na oitava e última posição. Já no salto em altura masculino da classe T42, para esportistas com deficiência nos membros inferiores, Flávio Reitz acabou no sexto lugar.

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