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China proíbe uso de bitcoin e outras criptomoedas em transações no país

O governo da China proibiu, nesta sexta-feira, 24, o uso de criptomoedas para transações financeiras no país. Em nota, o Banco Popular da China (PBOF) afirmou que os ativos digitais estavam sendo empregados em uma série de fraudes e especulações, e que impactavam nas ordens econômicas e financeira. “[A decisão] é visa implementar a filosofia de desenvolvimento centrado nas pessoas e a implementação do requisito necessário para o conceito global de segurança do país”, informou Pequim. A decisão derrubou a cotação das moedas no mercado. Por volta das 11h40, o bitcoin operava com recuo de 3,6%, a aproximadamente  US$ 42,5 mil. A criptomoeda chegou a cair 5%, valendo US$ 40 mil. O movimento representa a intensivação do governo da China contra o uso das criptomoedas. Desde o início do ano, Pequim mudou uma série de medidas para dificultar as transações de ativos digitais justificando os riscos ao sistema financeiro.

Na direção oposta, o governo de El Salvador adotou, no início de setembro, o bitcoin como moeda nacional. Segundo o presidente Nayib Bukele, a adoção vai ajudar a população a economizar US$ 600 milhões por ano em remessas ao exterior. Ele também destacou que mesmo pessoas que não possuem conta bancária vão poder ter acesso a serviços financeiros. No entanto, mesmo com as justificativas positivas, a medida tem enfrentado grande resistência por parte da população, que se mobilizaram em protestos contra a mudança. Os salvadorenhos alegam que nem todo mundo tem acesso à internet e que o bitcoin é uma moeda muito volátil. Com a novidade no país, outras nações, como Panamá, Cuba e Ucrânia, também já manifestaram interesse em adotar a moeda digital como dinheiro oficial, mas o assunto é controverso e divide opiniões.

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