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Confiança dos comerciantes cai 6,4% em abril, o quinto mês seguido de resultado negativo

A confiança dos comerciantes brasileiros recuou 6,4% em abril na comparação com março e registrou o quinto mês seguido de resultado negativo, apontou dados divulgados nesta segunda-feira, 26, pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) caiu para 95,7 pontos, o menor resultado desde outubro de 2020, e voltou a ocupar a zona de insatisfação — quando fica abaixo dos 100 pontos —, após seis meses. Em comparação com abril de 2020, o Icec apontou retração de 20,7%. Para o presidente da CNC, José Roberto Tadros, o desempenho negativo é reflexo das medidas de restrição ao funcionamento de comércios e serviços devido ao aumento de casos por causa da piora da pandemia do novo coronavírus. “É preciso destravar os setores paralisados, como o comércio, que foi diretamente impactado pelo lockdown. Para isso, não existe fórmula mágica, a imunização da população precisa andar”, afirmou. A expectativa é que a retomada gradual do comércio reflita na recuperação da confiança no setor. “Com maior circulação de pessoas pelas ruas, o cenário de confiança do comerciante possa se modificar no curto e médio prazos.”

A pesquisa da CNC apontou queda nos três indicadores que integram o Inec pelo terceiro mês consecutivo. As condições atuais do empresário do comércio registraram recuo de 9,6%, enquanto as expectativas caíram 6,2% e as intenções de investimento regrediram 4,1%. O aumento do desafio para equilibrar a oferta de produtos e a procura de consumidores também foi destaque no levantamento. Em abril de 2020, 61,2% dos empresários achavam que os estoques estavam em um volume compatível. Já em abril deste ano, o número caiu para 56,7%, demonstrando problemas, incertezas e dificuldades para fazer o ajuste do volume de produtos da empresa com o mercado. O economista da CNC e responsável pela pesquisa, Antonio Everton, afirma que o cenário é ainda mais complexo. “Há problemas para conseguir repassar aumento de custos para os preços finais, quando se há famílias mais endividadas. Além disso, o crédito está mais caro, há incertezas políticas, demora com reformas do Estado, dólar alto e consumidores cautelosos quanto a extrapolar gastos”.

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