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Dólar recua com diminuição do temor internacional; Bolsa recupera os 110 mil pontos

Os principais indicadores do mercado financeiro brasileiro operam nesta terça-feira, 21, no campo positivo com a diminuição do temor internacional pelo calote da gigante imobiliária chinesa Evergrande. A empreiteira derrubou os mercados de todo o mundo nesta segunda-feira, 20, ao anunciar que não teria como honrar o pagamento dos juros de dívidas, o que poderia causar um efeito dominó de escala global. Por volta das 13h10, o dólar operava com queda de 0,86%, cotado a R$ 5,285. O câmbio chegou a bater a máxima de R$ 5,337, enquanto a mínima não passou de R$ 5,284. A moeda norte-americana encerrou a véspera com alta de 0,93%, a R$ 5,331. Seguindo a recuperação global, o Ibovespa, referência da Bolsa de Valores brasileira, operava com alta de 1,8%, aos 110.756 pontos. O índice despencou 2,33% com o pânico nos mercados mundiais e fechou na véspera aos 108.843 pontos — o pior patamar desde novembro de 2020.

Investidores em todo o mundo aguardam por uma posição do governo chinês diante do risco de calote da Evergrande. Por ora, as autoridades de Pequim não se manifestaram sobre possíveis ações para minimizar os efeitos na economia. “O que vemos é muito mais o governo dando uma lição destacando que a Evergrande precisa ser responsável pelas próprias dívidas. Pode ser que mais a frente, no momento que ‘o calo apertar’, o governo se posicione de alguma forma já que a relevância da empresa para o país e para economia global é grande”, afirmou a especialista em ações da Clear Corretora, Pietra Guerra.  Mais cedo, o CEO da construtora tentou tranquilizar os trabalhadores afirmando que a situação será revertida.

Os mercados também são impactados pela expectativa de mudanças nas políticas monetárias no Brasil e nos Estados Unidos. Nesta quarta-feira, 22, o Banco Central norte-americano (Fed, na sigla em inglês), deve anunciar reduções na estratégia de estímulo econômico em meio ao processo de recuperação da economia local. Já o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central deve acrescentar 1 ponto percentual na Selic, elevando a taxa de juros para 6,25% ao ano. O aumento da mesma magnitude da reunião realizada em agosto é esperado pelo mercado financeiro após o presidente da autoridade monetária nacional, Roberto Campos Neto, afirmar na última terça-feira, 14, que o BC vai levar a Selic para onde for necessário para cumprir a meta da inflação, mas que o “plano de voo” não será alterado a cada nova divulgação de dados econômicos de alta frequência. Em 2021, o BC persegue a meta inflacionária de 3,75%, com margem de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, ou seja, entre 2,25% e 5,25%. A inflação foi a 0,87% em agosto — o maior salto em 21 anos —, e acumulou alta de 9,68% nos últimos 12 meses.

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