Início Brasil E-commerce internacional deve crescer até 35% em 10 anos 

E-commerce internacional deve crescer até 35% em 10 anos 

A China é o principal parceiro comercial do Brasil. Só em 2020, 35% de todas as exportações do agronegócio tiveram como destino o país asiático. Mesmo assim, o consumidor chinês sabe pouco sobre o Brasil, conforme a Superintendente de Relações Internacionais da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, Lígia Dutra. “Hoje o Brasil não é conhecido no mercado chinês. Nós somos um grande exportador, um grande parceiro comercial, mas o consumidor chinês não nos conhece”, diz. Uma oportunidade para os alimentos do Brasil ficarem mais conhecidos e caírem no gosto dos chineses é via comércio eletrônico. Estudos apontam que os produtos alimentícios respondem por 55% da demanda no e-commerce internacional chinês e há projeções de crescimento, conta Lígia. “O governo chinês estima que nos próximos 10 anos a gente vá ter um crescimento de 30 a 35% nesta modalidade de e-commerce, que é o e-commerce transfronteiriço. Ou seja, a compra direta do vendedor para o consumidor final. O governo vem estimulando esse tipo de comportamento e facilitando esse tipo de negócio”, explica.

Para o agronegócio brasileiro, há chances de ir além da exportação de commodities e vender produtos com valor agregado e de diferentes tipos direto para o consumidor. O mercado chinês, que já é grande, tem uma classe média em ascensão, e vai crescer mais. No ranking da Confederação Nacional de Agricultura (CNA) de agroprodutos com condições competitivas para conquistar esse mercado estão o café, o mel, os pescados e as frutas processadas, por exemplo. No site agrobr.org estão disponíveis informações para empresas que querem acessar o mercado chinês e internacionalizar seus produtos. O agro do Brasil tem espaços para ocupar no e-commerce internacional. Pequenos e médios agricultores podem surfar uma nova onda neste mercado digital.

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