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Farmacogenética ganha mais visibilidade entre profissionais de saúde

Estudos individualizados para buscar medicamentos com mais precisão no tratamento de doenças, estão ganhando cada vez mais visibilidade entre os profissionais de saúde. É a chamada farmacogenética, a ciência que estuda a interação de cada indivíduo com medicamentos e a forma como o organismo reage ao ingeri-los levando em conta os ganhos e danos causados por eles. Por meio de testes de DNA essa tecnologia da medicina possibilita verificar como um determinado remédio será metabolizado. Em tratamentos oncológicos a técnica é bem difundida, mas é na psiquiatria que a tecnologia tem conquistado mais adeptos. Pessoas diagnosticadas com depressão, em geral, não encontram de forma rápida um medicamento que consiga tratar a doença. Está aí o principal objetivo da farmacogenética: minimizar a chance de erros na indicação e permanência de um determinado remédio a um tratamento.

Segundo o coordenador do Instituto Brasileiro de Farmacologia Prática, o psiquiatra Luis Dieckmann, a técnica não substitui o diagnóstico médico. Mas direciona o profissional na prescrição médica tendo em vista que a taxa de sucesso na cura de enfermidades é só de 30% sem o detalhamento que a ciência oferece. “Infelizmente, existe muita falha medicamentosa ainda, por vários motivos, os principais deles são diagnóstico, a dose, o tempo e algumas características pessoais do indivíduo. Então a farmacogenética tem crescido, tentando trazer um pouco mais de assertividade no tratamento”, afirma Dieckmann.

Segundo o psiquiatra, a farmacogenética já ganhou espaço no exterior e a tendência é crescer cada vez no Brasil. Para isso, é necessário investimento em pesquisas, inclusive por parte do governo. Luis Dieckman afirma que essa busca genética é feita através do sangue ou com a mucosa do paciente e que é totalmente segura. No entanto, a principal questão é o custo. “A grande questão é: quem paga esse custo? O paciente? A seguradora? Como deve ser coberto? Onde há maior indicação? Quando todo o mundo faz, aumenta o custo da seguradora como um todo, ou seja, traz um benefício, mas a grande questão é a custo-efetividade”, diz o psiquiatra. O preço varia de acordo com a quantidade de genes que serão avaliados e pode custar de R$ 1.500 a R$ 6 mil.

*Com informações da repórter Camila Yunes.

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