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Mussoumano relata barreiras por ter músicas sem críticas sociais: ‘Falam que não é rap’

Natural da periferia de Florianópolis, em Santa Catarina, o rapper Mussoumano tem 10 anos de carreira e mais de um bilhão de visualizações no YouTube. Nos seus vídeos, costuma ter presenças ilustres de outros membros da plataforma, como Whindersson Nunes e Felipe Neto, e trabalhar com rimas roteirizadas nas quais brinca com os colegas e também é zoado por eles. Em entrevista ao programa “Pânico”, da Jovem Pan nesta terça-feira, 27, o artista falou sobre os bastidores das suas produções e os obstáculos da carreira. Um dos quadros mais famosos dele, a batalha de rima começou como algo feito de forma improvisada e foi crescendo até contar com a participação de roteiristas especializados. “A graça do quadro é sempre a gente esculachar na realidade mesmo, tem que falar a real, pesado mesmo, mas eu deixo aberto para a pessoa me zoar também, então tem essa parceria”, explica.

Apesar de todas as batalhas de rima serem combinadas antes de ir para o ar, o youtuber lembra que em algumas ocasiões os convidados ficam “pilhados” após serem alvo de piadas online. Entre os vídeos mais famosos do canal dele estão o de Felipe Neto, com 24 milhões de views, e o de Léo Stronda, com 26 milhões. Mesmo com a fama online, por usar óculos e panos na cabeça nos seus vídeos ele não costuma ser reconhecido com frequência na rua. Inspirado nacionalmente em artistas como Mamonas Assassinas e internacionalmente em nomes como o de Eminem, desde o começo da carreira Mussoumano escolheu não usar o rap como crítica social, somente como entretenimento, o que foi um obstáculo pela descredibilização por parte dos outros.

“O gênero e a cultura do rap é bem fechada. Quando começou no Brasil, começou sempre com uma temática de mais critica política, de mais sobre o que acontece na realidade do pessoal mais humilde, uma coisa mais politizada. Quando eu comecei a fazer eu fui inspirado muito na gringa, fui sempre na linha de entretenimento e a galera obviamente estranhava, falava ‘O que é que esse cara tá falando? Deve ser um playboy’… De quando eu comecei a fazer isso na internet, até hoje a galera fica falando que isso aí não é rap”, recorda. Mesmo com os preconceitos pela região da qual veio, Mussoumano lembra que nasceu em uma região pobre de Florianópolis e nunca sentiu vontade de falar sobre o que o cercava. Apesar da resistência inicial por parte do rap, o artista caminhou na profissão e ganhou o respeito da maioria dos rappers brasileiros, tendo no currículo parcerias como a de MV Bill.

Veja a entrevista de Mussoumano e o programa “Pânico” desta terça-feira, 27, na íntegra:

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