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Pesquisa: longas jornadas de trabalho geram consequências graves para a saúde e milhões de mortes por ano

Quase dois milhões de pessoas morrem por ano por doenças e lesões ligadas à vida profissional. O alerta faz parte de um de um relatório feito em conjunto da Organização Mundial de Saúde (OMS) e Organização Internacional do Trabalho (OIT). O principal risco é a exposição a longas horas de trabalho, responsável por cerca de 750 mil mortes, a maioria delas relacionadas a doenças respiratórias ou cardiovasculares. Enfermidades crônicas do pulmão matam cerca de 450 mil pessoas e doenças do coração, 350 mil.

Fabíola Marques, mestre e doutora em direito do trabalho, explica que o alto número de mortes poderia ser reduzido com uma fiscalização mais efetiva. “Eu acredito que se houvesse uma fiscalização efetiva das empresas, se houvesse uma punição para as empresas que não conservam as normas mínimas de proteção aos trabalhadores, que não empregam corretamente os equipamentos de proteção individual, necessário para diminuir e impedir, muitas vezes, eventuais danos, nós teríamos uma situação muito melhor”, afirma.

O desembargador do Tribunal Regional do Trabalho cita a precarização do emprego no Brasil e a falta de uma cultura de prevenção para redução das mortes. “Há duas questões que a política nacional de segurança e saúde menciona, prevenção e promoção. Eu tenho que prever para promover. Então o volume no Brasil de acidentes, ainda hoje, pelas estatísticas oficiais, ainda é muito grande por falta de uma prevenção”, comenta. No mundo, as mortes por doenças cardíacas associadas a longas jornadas de trabalho aumentaram 41% e derrames 19%, entre os anos de 2000 e 2016. As organizações sugerem um acordo sobre um limite máximo de horas de trabalho que seja saudável para o funcionário, além de ações para garantir um ambiente mais seguro e justo.

*Com informações do repórter Victor Moraes 

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