Início Brasil Relator no Conselho de Ética defende perda do mandato de Flordelis

Relator no Conselho de Ética defende perda do mandato de Flordelis

O relator do caso Flordelis no Conselho de Ética da Câmara, deputado Alexandre Leite (DEM), apresentou parecer contra a parlamentar, sendo favorável à quebra de decoro parlamentar e a perda do mandato. “A representada se utiliza de seu cargo para deliberadamente tenta subjugar seus filhos notadamente Simone, Lucas e Mizael, utilizando o acesso a mídia, que seu cargo lhe proporciona, para transferir a eles a sua responsabilidade. Conforme analisado no presente voto, o conjunto probatório a demonstrar a prática de irregularidades graves cometidas durante o mandato pela representada e que afetam a dignidade e o decoro parlamentar é robusta, razão pela qual este relator conclui agiu em flagrante abuso das prerrogativas constitucionalmente asseguradas aos membros do Congresso Nacional”, disse. Flordelis é acusada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro de ser a mandante do assassinato do marido, o pastor Anderson do Carmo, em junho de 2019, em Niterói. Um pedido coletivo de vista adiou a votação do relatório por dois dias úteis. Após o período, os integrantes do Conselho de Ética vão decidir se acompanham o relator. No entanto, a decisão final sobre o mandato caberá ao plenário da Casa. Para cassar o mandato são necessários 257 votos, de um total de 513 deputados, em votação aberta.

A defesa da deputada sustenta que Flordelis não poderia ser considerada culpada antes do fim do processo judicial. O advogado Jader da Silva Marques afirma que se a parlamentar não puder ser responsabilizada penalmente será vítima do processo na Câmara. “A defesa veio final do processo trabalhar com conjecturas, quando deveria ter certeza da acusação, mas não tem. Nobre relator, não tenho. Parece que ela está sendo acusada de um crime absurdo, chocante, que tomou uma dimensão enorme pela presença em todos os meios de comunicação, parece que é isso, o fato de ser acusada de participar desse crime. Se é isso, a Constituição, que deve vigora aqui dentro, como deve vigorar dentro dos quartéis, da delegacia de polícia, em qualquer lugar”, afirma.

*Com informações do repórter Marcelo Mattos

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