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Secretário da Economia critica carta assinada por Lula e FHC: ‘Não conseguirão deter nossa prosperidade’

Neste final de semana, os ex-presidentes  Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Fernando Henrique Cardoso (PSDB) assinaram uma carta contra a abertura comercial do Mercosul, na qual criticam o ministro Paulo Guedes e defendem a postura do governo Argentino. Isso porque o atual Ministério da Economia, chefiado por Guedes, está negociando com os demais países do Mercosul para reduzir as taxas de importação do bloco. Assim, as nações que não pertencem ao grupo pagariam menos em produtos adquiridos de países que pertencem ao Mercosul. Membro da equipe econômica brasileira, o secretário especial de Produtividade, Emprego e Competitividade, Carlos Da Costa, usou as redes sociais nesta segunda-feira, 7, para criticar a carta assinada por Lula e FHC.

“Lula e FHC, que destruíram as empresas com o custo Brasil de R$1,5 trilhao de reais anuais, aceitam o abraço do afogado e protestam contra a abertura comercial que iniciamos. A abertura, dialogada com nosso setor produtivo e escolhida nas urnas, será gradual, previsível e simultânea à redução do Custo Brasil. Já reduzimos o Custo Brasil em 10%, diminuiremos as alíquotas em 10% – uma tarifa de 25%, por exemplo, cai para 22,5%”, disse. Ainda de acordo com o secretário, a redução de tarifas representa uma grande oportunidade para a retomada econômica do país. “É a medida certa para fortalecer a competitividade de nossas indústrias e viabilizar a queda de preços esperada pelos consumidores. Até o fim do governo, pretendemos concluir a implementação de medidas com um potencial de reduzir em 2/3 esses obstáculos que 23 anos de atraso produziram. O Brasil cresce, e não conseguirão deter nossa prosperidade”, concluiu.

A carta assinada pelos ex-presidentes do país analisa que a medida econômica proposta pela pasta de Paulo Guedes pode prejudicar a integridade do Mercosul. “Concordarmos com a posição do presidente da Argentina, Alberto Fernández, de que este não é o momento para reduções tarifárias unilaterais por parte do Mercosul, sem nenhum benefício em favor das exportações do bloco. Concordamos também que é necessário manter a integridade do bloco, para que todos os seus membros desenvolvam plenamente suas capacidades industriais e tecnológicas e participem de modo dinâmico e criativo na economia mundial contemporânea”, registra o comunicado de Lula e FHC.

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