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Supercombo conta como participar de programa de TV influenciou a trajetória da banda

A banda Supercombo foi convidada do quadro “No Caminho Te Explico”, do programa Morning Show desta quinta-feira, 3. Entrevistados pela apresentadora Lígia Mendes, eles conversaram e cantaram a bordo de um Volvo XC40. O vocalista do conjunto, Leonardo Ramos, que aguarda a chegada do seu primeiro bebê, não pôde participar da conversa, mas foi bem representado por Carol Navarro, Pedro Ramos e André Dea. Com origens no Espírito Santo, a banda passou por uma série de mudanças na sua composição e teve como um dos seus hits mais compartilhados a música “Piloto Automático”, que chegou a ser regravada pela cantora Sandy. A popularidade das composições alavancou o nome do Supercombo, que chegou a participar do reality show de música Superstar, algo que influenciou diretamente os seus integrantes. “Acho que, principalmente internamente, a gente aprendeu muito. A gente era muito verde ainda, viver aquele backstage, o lance do profissionalismo… Os caras gritando um com o outro, tu olha e alguém diz: ‘Sorria, tu tá ao vivo agora’”, lembrou Pedro Ramos.

A projeção da banda em rede nacional também tornou o grupo ainda mais conhecido. “A gente viajava e às vezes parava em um restaurante no meio da estrada, aí vinha uma família e falava: ‘A gente está torcendo por vocês’”, lembrou Carol Navarro. Para ela, o fato de a banda passar a ser consumida não só pelos filhos, mas também pelos pais de famílias brasileiras fez com que eles se sentissem ainda mais abraçados, principalmente diante das dificuldades de se fazer rock no Brasil. “[Para] banda de rock no Brasil, a exceção é ser muito grande, o Charlie Brown, essa geração que veio. Mas o lance é que acontece, no país inteiro tem espaço para o rock, apesar de não ser mainstream”, afirmou Ramos. Uma das ideias que o grupo colocou em prática como uma forma de se diferenciar no seu processo de produção foi o lançamento de uma HQ, que tinha como trilha sonora um dos CDs lançados pela Supercombo.

Entre as “referências inimagináveis” dos membros da banda estão músicas de pagode dos anos 1990 e artistas como Claudinho & Buchecha e a banda Roxette. As reproduções dessas inspirações, porém, só são feitas durante passagens de som nos shows do Supercombo. Afastado dos palcos por causa da pandemia, o grupo sente unanimemente falta de viajar o Brasil para fazer shows e curtir toda a experiência de conexão com o público. “Faz tão mal para a nossa cabeça não ver gente. Eu descobri isso agora, porque sempre me considerei um cara da solitude, tranquilo, fico em casa, mas agora que não pode sair…”, recordou Ramos. Para ele, transmissões por meio de live não têm o mesmo efeito na banda. O Supercombo se prepara para gravar um novo disco no fim de 2021, mas, até o momento, não há nada rascunhado no papel. Antes dessa produção, deverá lançar um disco com ao vivo de um show realizado no fim de 2019.

Veja a entrevista na íntegra:

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