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Avanço na indústria ainda é insuficiente para eliminar perdas da pandemia, diz IBGE

A melhora na indústria brasileira, que chegou à terceira alta seguida em abril, ainda não é o bastante para recuperar as perdas geradas pela pandemia da Covid-19. É o que analisa o gerente da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF), André Macedo. Conforme divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta sexta-feira (3), o setor avançou 0,1% no comparativo com o mês de março, quando o crescimento foi de 0,3%.

Em fevereiro, o segmento também registrou alta de 0,7%. Na análise de Macedo, mesmo com os ganhos dos últimos três meses, é necessário avançar mais. “Houve melhora no quadro, mas não é o suficiente para eliminar as perdas do passado”, avalia. “Isso está longe de significar uma manutenção de trajetória ascendente. Há um espaço importante a ser recuperado”, complementa.

Apesar do aumento mensal tímido de 0,1% não ser capaz de reestabelecer as atividades industriais, o pesquisador avalia as taxas como significativas. “Embora esteja muito próximo da margem de estabilidade, esse resultado é positivo. Com o relaxamento das medidas de proteção contra o coronavírus, há maior fluxo de pessoas na vida normal”, pondera.

Na comparação com abril de 2021, a entidade registrou queda de 0,5% na produção. Além disso, de acordo com o especialista, o desempenho da categoria continua 1,5% atrás do patamar de fevereiro de 2020, período anterior à crise sanitária da Covid.

“Mesmo com uma maior frequência de resultados positivos agora, a situação ainda está abaixo do cenário pré-pandemia. Os números também são 18% inferiores ao ponto mais elevado da série histórica, registrado em maio de 2011”, ressalta Mendonça.

Ao todo, em abril, duas das grandes categorias econômicas avaliadas pelo IBGE variaram positivamente frente a março. Outras duas, tiveram queda.

No mês, bens intermediários e bens semi e não duráveis foram responsáveis pelo avanço. Respectivamente, os dois segmentos cresceram 0,8% e 2,3%. Em contrapartida, bens duráveis (-5,5%) e bens de capital (-9,2%) recuaram no período.

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