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Indústria do Alto Tietê termina primeiro bimestre com saldo positivo na criação de novos empregos, aponta Fiesp

A indústria do Alto Tietê começou o ano com saldo positivo na geração de novos empregos. De acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), o primeiro bimestre acumulou 478 postos de trabalho.

Ainda de acordo com a entidade, houve um crescimento tímido de 0,7% da produção industrial em fevereiro. O resultado só não foi mais robusto em decorrência da alta dos juros e a guerra na Ucrânia, afirma a Fiesp (confira os detalhes abaixo).

O resultado positivo do índice de emprego é referente aos municípios que integram Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) Alto Tietê. São eles Biritiba Mirim, Ferraz de Vasconcelos, Guararema, Itaquaquecetuba, Mogi das Cruzes, Poá, Salesópolis e Suzano. Com a criação das novas vagas em janeiro e fevereiro, o acumulado de empregos no setor ficou em 70.109.

De acordo com o levantamento da Fiesp, os setores que apresentaram os maiores volumes de contratações no estado foram o de couro e calçados, alimentos, manutenção de máquinas e equipamentos, além de veículos e vestuário. Analisando a produção industrial de fevereiro, o indicador apresentou um recuo de 4,3% em relação ao mesmo período de 2021.

Mesmo com um resultado tímido, o indicador ficou acima da estimativa do mercado, que esperava um aumento de 0,5% na passagem de janeiro para o segundo mês do ano. A indústria de transformação avançou 0,6% no período, enquanto a indústria extrativista cresceu 5,3%.

Ainda segundo o balanço, os resultados da atividade industrial atingiram positivamente as quatro grandes categorias econômicas: bens de capital (1,9%); bens intermediários (1,6%); bens de consumo semi e não-duráveis (1,5%) e bens de consumo duráveis (0,5%). Já 16 dos 26 setores pesquisados também obtiveram crescimento de janeiro para fevereiro.

Próximos meses
Segundo a expectativa da Fiesp, a atividade industrial não deve registrar forte recuperação por enquanto. Ainda que a antecipação do pagamento do 13° salário para aposentados e pensionistas, além do saque de parte do FGTS, colaborem para a retomada da indústria de transformação, existe o aumento da taxa de juros e a guerra da Ucrânia, que aumentam os custos da produção. Esses fatores devem frear uma desenvoltura mais consistente da indústria.

“Nos próximos meses a indústria ainda deve enfrentar obstáculos para crescer de maneira mais intensa. Depois dos impactos gerados pela pandemia de Covid-19, agora, temos o conflito entre a Rússia e a Ucrânia, o que dificulta o acesso a insumos e desestabiliza a cadeia de suprimentos de vários segmentos. Embora os resultados da atividade industrial tenham sido tímidos, eles são positivos e reforçam a tendência de contratação verificada no primeiro bimestre”, analisou o diretor do Ciesp Alto Tietê, José Francisco Caseiro.

Cenário
Os dados do Caged mostram que o país gerou um saldo líquido de 328.507 vagas formais em fevereiro. O estado de São Paulo foi o que mais cresceu em criação de vagas formais no mês (98 mil), com saldo acumulado de 142,5 mil vagas no ano de 2022 até o momento. Da geração de empregos formais no mês em São Paulo, a indústria de transformação foi responsável por 9.895 vagas.

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